Entre as maiores reclamações dos trabalhadores que exercem atividades que envolvem esforço físico está a exposição ao calor.
Atividades em setores fisicamente exigentes como a construção civil, a agricultura, indústria, o setor de serviços como as cozinhas de bares e restaurantes, lanchonetes, padarias e qualquer atividade que esteja o colaborador exposto ao calor.
Muitas vezes, o prevencionista é pego desprevenido pela reclamação do trabalhador. Por onde começar? Que índice utilizar para avaliar se há sobrecarga térmica? Como amenizar a situação do trabalhador?
Vamos lá!
O que é o Calor?
Por definição, calor é a energia térmica transferida entre dois corpos que estão a temperaturas diferentes.
Em algumas situações, o calor excessivo pode provocar uma sobrecarga no nosso organismo.
Quais os efeitos do calor sobre o corpo humano?
Quando submetido ao calor excessivo, nosso corpo tenta “devolver” calor para o ambiente, para manter a temperatura do seu núcleo. Isso, basicamente, é feito através de dois mecanismos de compensação:
Aumentando o fluxo sanguíneo, que transporta o calor do núcleo do corpo para a sua periferia;
Aumentando a sudorese.
Nesse contexto, o suor é benéfico. Medidas que prejudiquem a evaporação do suor devem ser evitadas, como veremos no próximo artigo.
Em algum nível de estresse térmico, porém, nossos mecanismos de compensação não são mais capazes de manter a temperatura ideal do corpo.
Então, dependendo da intensidade, pode haver enjoo, dores de cabeça, desidratação, tonturas e cãibras. Em casos mais graves, pode haver convulsões, delírios e coma.
Observe que esses são efeitos concretos e graves, não sendo “frescura” ou apenas aquele desconforto que enfrentamos em uma sala sem ar condicionado…
É fundamental, logo, que estejamos atentos aos primeiros sinais de estresse térmico. Assim, poderemos adotar as medidas de segurança cabíveis. Entre em contato com nossa equipe e fique tranquilo!

